VarLang - Variedades linguísticas e culturais no ensino de línguas estrangeiras

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Tendo em conta o desaparecimento das fronteiras e a crescente necessidade de mobilidade laboral num mercado globalizado e internacional, as possibilidades e necessidades de comunicação reconfiguraram a aprendizagem das línguas e, como tal, é necessário modificar "el modo de abordar la enseñanza de las lenguas, orientando esta última hacia la dimensión intercultural" (Paricio, 2004, p.1), de forma a que os cidadãos sejam conscientes da diversidade linguístico-cultural que carateriza a nossa sociedade glocal.

De facto, a globalização gera efeitos paradoxais, pois influencia as sociedades ao nível cultural ao criar ou gerar tanto homogeneização quanto heterogeneidade (Jurado, 2016). Se analisarmos o processo de globalização, verificamos uma clara e forte hegemonia do inglês como língua franca no cenário internacional que facilita esse processo pela sua relocalização e pelo seu uso padronizado baseado na mobilidade e interconectividade digital, entre outros aspetos (Cruz, 2011). Contudo, também sentiremos a presença de uma certa diversificação linguística, tanto em termos da presença de numerosas línguas, incluindo o espanhol, o francês e o português, como no aumento de contatos presenciais ou digitais de falantes de diferentes variedades diatópicas e deles com falantes de outras línguas.

Este projeto tem o seu enfoque na variação diatópica do espanhol, francês, inglês e português, enquanto línguas estrangeiras com estatuto de línguas internacionais, e como este tópico pode ser reinvestido no processo de ensino-aprendizagem em instituições de ensino superior. Posto isto, com este estudo pretendemos: a) por um lado, realçar a importância de habilitar os estudantes de línguas estrangeiras com competências de reflexão linguística e cultural que lhes permitam interagir de maneira eficaz e produtiva com falantes dessas línguas de diferentes contextos sociais e políticos, das diferentes regiões da diáspora espanhola, francesa, inglesa e portuguesa; b) por outro, chamar a atenção dos atuais e futuros professores de línguas estrangeiras quanto à necessidade de incluir o trabalho com as variedades linguísticas e culturais na sala de aula de língua estrangeira, de maneira a que se prepare os estudantes para o mercado de trabalho em contextos sociais diversificados mas também glocais, de forma a favorecer a existência de práticas de entendimento e intercompreensão e eliminando a possibilidade de infortúnios comunicativos.

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CLUP - Centro de Linguística da Universidade do Porto
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