Mais de metade dos profissionais de saúde apresenta exaustão física, emocional e mental

Os dados preliminares do Estudo Impacto da COVID-19: o papel da resiliência na depressão, na ansiedade e no burnout em profissionais de saúde, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, do CINTESIS - Centro de Investigação e Tecnologias em Serviços de Saúde e do Centro de Investigação em Educação - InED da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, evidencia que mais de 52% dos profissionais apresenta fadiga física e exaustão psicológica associada ao trabalho que desempenham.

“Durante o estado de emergência, as exigências impostas aos profissionais de saúde foram intensas e o êxito dos resultados em matéria de saúde pública dependeram, em grande medida, do funcionamento adequado e eficaz destas equipas”, explicam Ivone Duarte e Carla Serrão, coordenadoras do Projeto.

O questionário dirigido a profissionais de saúde recolheu, entre os dias 9 e 18 de maio de 2020, 1.497 respostas de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros técnicos de diagnóstico e terapêutica, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais de saúde.

 

Do total de inquiridos, cerca de 30% (n=425) são profissionais que se encontram na “linha da frente no combate à COVID-19” e são estes os que apresentam níveis significativamente mais elevados de burnout, ansiedade e stresse.

Estes resultados parecem indicar que o surto COVID-19, resultou na exacerbação de problemas ao nível da saúde mental, com particular impacto emocional e físico nos profissionais de saúde que se encontram na linha da frente. 

“Estes resultados parecem indicar que o surto COVID-19, resultou na exacerbação de problemas ao nível da saúde mental, com particular impacto emocional nos profissionais de saúde que se encontram na prestação direta de cuidados”, indica Ivone Duarte.

Para Carla Serrão “esta pandemia, de igual forma que eventos análogos, constitui um período de grande incerteza e deveras desafiador, com cumulativos fatores de stress, resultado da exposição a fatores biológicos, do prolongamento dos turnos de trabalho, da falta de recursos humanos e materiais, das responsabilidades e da necessidade de tomada de decisões, onde os princípios éticos não podem/devem ser transgredidos, mas que inevitavelmente têm de ser ajustados a circunstâncias excecionais. Em situações especificas, os profissionais de saúde podem ser forçados a pesar e priorizar valores éticos potencialmente competitivos diante severas restrições de tempo e recursos”.

 

Estes resultados preliminares indicam a necessidade de “intervenção a diferentes níveis (prevenção terciária e prevenção secundária), com cuidados diferenciados ao nível da saúde mental tendo em conta a intensidade e duração da sintomatologia”.

“As IES têm um papel fundamental no desenvolvimento de estratégias de prevenção primária, para o treino da resiliência, de atuais e futuros profissionais, agindo preventivamente, potenciando os fatores de proteção contra riscos ocupacionais e ambientais, como o que vivemos atualmente, e desenvolver fatores positivos ao nível da saúde mental. Treinar os profissionais de saúde em iniciativas de autocuidado”, salienta Ivone Duarte.

 

Terminadas estas análises preliminares, o grupo de investigação pretende realizar análises multivariadas com vista a perceber quais as características inerentes aos profissionais que poderão estar a interferir nas diferenças registadas.

A partir destes resultados pretende-se desenvolver modelos de intervenção de potencialização da resiliência ao burnout ocupacional e da satisfação com a vida, que pode passar por Treino interativo e assistido por computador.

 

Divulgação dos resultados do estudo: 

[1]

http://pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=b33251f7-bc6d-475d-92c3-1361d80bceb1

[2]

http://pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=b37a15ff-91fa-4d3a-a53f-c2751730f740

[3]

https://www.impala.pt/noticias/mais-de-metade-dos-profissionais-de-saude-estao-em-exaustao/

[4]

https://observador.pt/2020/06/01/mais-de-metade-dos-profissionais-de-saude-em-exaustao-devido-a-pandemia/

[5]

http://pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=c4fb0a4c-a548-4649-b9a3-4206519b06c9

[6]

https://www.rtp.pt/noticias/pais/mais-de-metade-dos-profissionais-de-saude-apresentam-sinais-de-exaustao-fisica-ou-psicologica_a1233433

[7]

https://www.rtp.pt/noticias/pais/mais-de-metade-dos-profissionais-de-saude-com-sinais-de-exaustao_a1233433

[8]

https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/mais-de-metade-dos-profissionais-de-saude-esta-em-burnout

[9]

https://saudeonline.pt/covid-19-mais-de-metade-dos-profissionais-de-saude-apresenta-sinais-de-exaustao/

[10]

http://pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=9ae11485-96d6-426b-9d38-fbe3757d10e6

[11]

http://pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=f6cef476-fcb2-4f61-a8de-3238838fdda5

[12]

http://pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=8d3b84d4-38b9-457b-af2f-179f8d283e49